Olá!
Depois de um longo interregno, e a pedido de alguns amigos, os "Sabores da Branca" regressam a estas paragens.
De entre o meu universo de sabores continuarei a mostrar-vos essencialmente receitas simples e saudáveis, mas muito apetitosas e apreciadas pela família. Não esquecerei os doces e sobremesas que, sem abusarmos deles, nos dão tanto prazer e alegria quer no fim de uma refeição quer quando nos apetece "algo" que nos faz feliz...
Partilharei mais cores e sabores, apresentações de pratos e amesendações despretensiosas ou mais festivas, sugestões culinárias e algumas informações sobre o mundo maravilhoso da gastronomia.
A receita de hoje é uma pavlova, uma sobremesa muito elegante, com origens um pouco indeterminadas que tanto a Austrália como a Nova Zelândia reclamam, mas que, indubitavelmente, deve o seu nome à famosa bailarina russa Anna Pavlova (1881-1931).
A iguaria terá sido inventada depois de uma viagem da artista àqueles países por volta de 1926, e terá sido a extrema beleza, delicadeza e leveza da dançarina no bailado "A morte do cisne" que inspirou os seus criadores. Juntou-se, pois, a leveza e delicadeza do merengue com a subtileza de um creme e a beleza das frutas.
Na Austrália, a pavlova é a sobremesa por excelência nos dias de festa e presença indispensável na mesa de Natal, sendo, neste caso, muitas vezes decorada com os bagos de romãs.
Eis uma versão muito simples e caseira para quem gostar de manga e romã:
Ingredientes para o merengue:
6 claras
300 g de açúcar
1 colher de sopa de amido de milho (Maizena)
1 colher de sopa de vinagre
Ingredientes para o recheio e cobertura:
200 g de polpa de manga
100 g de açúcar + 1 colher
200 ml de natas para bater
1 romã
Aqueça o forno a 150º.
Bata
as claras em castelo. Quando começarem a formar picos, adicione o
açúcar gradualmente e sem parar de bater. Adicione a Maizena e bata. Junte o vinagre e continue a bater. Coloque uma folha de papel vegetal em cima do tabuleiro que vai ao forno e divida o preparado em dois círculos, espalhando com uma colher.
Coloque
no forno e reduza a temperatura para 130º. Cozinhe durante cerca de uma
hora, evitando abrir o forno. Desligue o forno e deixe arrefecer
completamente lá dentro.
Retire os bagos da romã, limpe de peles e reserve.
Entretanto,
prepare o recheio e a cobertura:
Coloque a polpa de manga juntamente
com os 100 gramas de açúcar num tacho pequeno e leve ao
lume durante cerca de 8 minutos, mexendo de vez em quando para não
agarrar. Passe o puré para uma tigela e deixe arrefecer bem, de
preferência no frigorífico.
Bata
as natas até ficarem firmes. Divida por dois recipientes; num deles,
adicione a colher de açúcar restante e misture bem. Às natas restantes,
adicione metade do puré de manga e envolva bem.
Para
a montagem, coloque no prato um dos discos de merengue; Cubra com a
mistura de natas e manga; salpique com metade dos bagos de romã.
Sobreponha
o outro merengue, barre com as natas e decore com o resto do
puré de manga, a romã, e, se gostar, umas folhas de hortelã.
Na minha Ceia de Reis, este ano, o tradicional bolo rei foi destronado por esta pavlova caseirinha e decorada com os bagos de romã, que, segundo a tradição, se deverá comer nessa noite e guardar alguns bagos na carteira de modo a garantirmos dinheiro e fartura para o ano inteiro.
Há muitas versões desta receita, umas mais sofisticadas que outras, mas esta não é nada difícil de confeccionar, é muito fresca e agradável como sobremesa, sobretudo para quem gostar de manga.
Bom apetite!